Segundo dados publicados na Folha de São Paulo, apenas 42% dos estudantes brasileiros de ensino superior conseguem completar a faculdade. Há uma crescente defasagem entre o número de pessoas que entram nas universidades e que terminam seu curso.
53% dos trabalhadores do Brasil, estão hoje numa profissão distinta daquela desejada ou para a qual se preparou. Fazendo a soma desses fatores, conseguimos atribuir que somente ¼ das pessoas que escolhem uma profissão, irão realmente trabalhar naquilo que escolheram, outros ¾ vão escolher outros caminhos profissionais.
Logicamente sabemos que a escolha profissional, não é algo rígido, que essas mudanças podem acontecer e são absolutamente “normais”. O que nos preocupa é o grande número em que isso acontece no Brasil. Um dos grandes fatores para esses dados, é a falta de uma adequada orientação profissional.
Temos uma visão distorcida, de que somente quem tem dúvidas sobre a profissão é que deve buscar auxilio. Enquanto na realidade a ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL é uma medida preventiva, que visa auxiliar o jovem no processo de maturação em relação à escolha. Muitas vezes o jovem pensa que não tem dúvidas, por que não verificou todas as possibilidades e tem uma relação fantasiosa com àquela profissão desejada.
Com uma abordagem clínica, a orientação profissional é um instrumento para o adolescente reconhecer as suas habilidades, aptidões e desejos, assim como as influências sofridas no momento da decisão. Ao invés de testes que generalizam resultados, atua com técnicas e entrevistas que aproximam mais da realidade promovendo uma escolha acertada.
A orientação profissional faz o adolescente conhecer mais sobre as profissões, através de pesquisas, visitas a locais onde o profissional atua e entrevistas com profissionais já formados e com experiência.
Com esse trabalho, a chance de acertar é muito maior. Além disso, a tranqüilidade de ter um profissional preparado para ajudar o adolescente nesse momento, é um conforto para combater a ansiedade da escolha profissional.